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quinta-feira, 5 de março de 2020

Agente acusado de torturar mulheres recebe autorização para mudar de cidade

g1
O agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, acusado de torturar e manter em cárcere privado a namorada e o filho dela, de 6 anos, teve autorização da Justiça de Mato Grosso para mudar de idade e ir à consulta médica.
A decisão é da última segunda-feira (2).
Edson está solto há mais de um mês e é monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele foi preso na madrugada do dia 21 de novembro do ano passado, após a namorada e o filho dela fugirem e procurarem a polícia.
Segundo a polícia, a mulher e a criança eram torturadas e mantidas em cárcere privado por duas semanas. Edson chegou a quebrar o braço do menino e o obrigou a gravar um vídeo dizendo que tinha sofrido a fratura em um acidente.
A Justiça concedeu permissão para que o agente more em Pedra Preta, cidade a 243 km de Cuiabá, e também viaje para Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, para ir ao médico. É a mesma cidade onde uma das vítimas mora.
Para isso, ele deverá apresentar à Justiça um comprovante que foi na consulta médica.
O caso
As vítimas estavam com vários hematomas pelo corpo. Elas relataram que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente.
A mãe da criança namorou Edson por três meses e saiu de Rondonópolis para a capital para visitá-lo há duas semanas.
Ela disse à polícia que desde que eles chegaram foi mantida trancada em casa e o suspeito passou a ser agressivo.
A criança afirmou à reportagem que Edson chegou a colocar a cabeça dela na privada durante as agressões
O menino disse ainda que fingia dormir quando a mãe era espancada. No entanto, nesta semana, o padrasto percebeu que ele estava acordado e o espancou. Além dos hematomas, o menino teve o braço quebrado.
A criança foi encaminhada desacordada ao hospital.
As vítimas do agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, preso em Cuiabá suspeito de torturar e manter em cárcere privado a namorada dele e o filho dela de 6 anos, disseram que foram obrigadas a tatuarem o nome dele.
Elas também denunciaram que foram espancadas e humilhadas. Durante as agressões, ele as obrigava a pedir desculpas a ele.
Histórico
Segundo as vítimas, Edson marcava o horário com o tatuador, as buscavam em casa e as levavam para que fizessem a tatuagem. Com medo de serem espancadas, elas não se recusavam.
Ao todo, seis ex-namoradas e ex-mulheres fizeram denúncia contra ele à polícia. Todas elas foram obrigadas a tatuarem o nome dele. Uma delas tatuou o nome e o sobrenome: "Edson Alves", seguido de um coração.
Outra disse que ele as obrigava a beber a urina dele e chupava o sangue delas.
Uma das vítimas registrou quatro boletins de ocorrência contra o agente.
A prisão
Segundo a polícia, após descobrir a fuga da namorada, Edson ainda teria rastreado o celular dela. Ele foi preso rondando a base da polícia.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência da custódia e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Ele foi encaminhado para um presídio militar, em Santo Antônio de Leverger.
O agente atuava no Setor de Operações Especiais (SOE), mas estava afastado do trabalho por violência doméstica e era monitorado por tornozeleira eletrônica.

FARDA SUJA Policial atira em duas pessoas em lanchonete e é preso em MT

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Um soldado da Polícia Militar do município de Sinop (480 km de Cuiabá) foi preso na madrugada desta quinta-feira (5) suspeito de atirar em duas pessoas que estavam em um estabelecimento no bairro Residencial Florença. Ambas as vítimas foram alvejadas, porém não correm risco de vida. 
De acordo com informações repassadas a reportagem de FOLHAMAX, a polícia teria sido acionada por volta da 1h00 para atender uma ocorrência de desentendimento em que uma pessoa teria efetuado alguns disparos dentro de um bar. Os disparos atingiram duas pessoas que estavam no local.
Com isso, os militares foram informados que a pessoa que teria feito esta ação teria saído em uma motocicleta. Em determinado momento, na Avenida das Figueiras, os agentes de segurança se depararam com o homem, que ao ver os PMs acabou ‘jogando’ a moto para cima da viatura.
Diante da recusa do rapaz em parar seu veículo, alguns disparos foram efetuados pelos militares para cessar a fuga do indivíduo. Um deles atingiu o motor da moto.
Por conta disso, uma viatura policial ainda acabou derrapando no óleo que saiu da motocicleta, porém, nenhum militar ficou ferido.
Após algum tempo de perseguição, o suspeito acabou sendo rendido na BR-163 e foi constatado que se tratava de um soldado da Polícia Militar. Na sequência, ele acabou sendo preso e apresentado à delegacia onde foi autuado pelo crime de homicídio tentado. Depois disso, foi entregue ao 3° Comando Regional do Município.
Agora, o PM aguarda a audiência de custódia que será realizada no Fórum da cidade. O magistrado que confuzirá a audiência decidirá se transforma a prisão em flagrante em preventiva, ou se libera o policial para responder pelo crime em liberdade.
Sobre as duas vítimas, as informações são que ambas estão em uma unidade hospitalar, mas não correm risco de morte.
Nota 
A PM de Sinop emitiu uma nota sobre a situação acontecida no município nesta madrugada. Confira na íntegra:
A Policia Militar, por meio do 3º Comando Regional de Sinop, informa que referente a prisão de um soldado envolvido em uma tentativa de homicídio, todas as medidas necessárias para a sua detenção foram tomadas.
Esclarece ainda que referente as medidas administrativas, será instaurado uma sindicância com base nos documentos relacionados ao crime e, encaminhados à Corregedoria da PM para as medidas pertinentes.

OPERAÇÃO JUDAS ISCARIOTES TJ não vê indícios "claros" de participação e solta ex-servidor acusado de roubo a deputada


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Ex-assessor parlamentar da deputada Janaína Riva (MDB), Odnilton Gonçalo Carvalho Campos, conseguiu liberdade provisória por decisão da Terceira Vara Criminal do TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso) proferida nesta quarta-feira (4). Ele é acusado de participar de um assalto à casa da parlamentar ocorrido às vésperas do Natal passado. Foi preso dias depois, no âmbito da Operação Judas Iscariotes.
De acordo com a PJC (Polícia Judiciária Civil), um trio — um deles, W.T.A.S., 24 anos — de criminosos conseguiu entrar armado na casa de Riva porque supostamente recebera informações sobre a rotina e as medidas de segurança adotadas por ela. Com as investigações, os policiais chegaram a Odnilton.
Feito por meio de um HC (habeas corpus), o pedido da defesa de Odnilton foi relatado pelo desembargador Juvenal Pereira da Silva. De acordo com ele, o réu trabalha para o pai de Janaina, José Geraldo Riva, por mais de duas décadas, desfrutando de plena confiança da família por todo esse tempo, e não há qualquer indício objetivo ou evidente da participação dele no assalto e cárcere privado.
Ainda conforme o entendimento de Pereira da Silva, a prisão foi baseada somente no fato de ele ser funcionário da Assembleia Legislativa, conhecer a família e assim detentor de informações privilegiadas sobre a casa. O entendimento foi seguido pelos demais membros da Terceira Câmara do TJMT, Rondon Bassil Dower Filho e Gilberto Giraldelli.
O ASSALTO
Toda a ação contra a parlamentar aconteceu nas primeiras horas do dia 24 de dezembro de 2019. Conforme o relato dos policiais militares que atenderam a ocorrência, registrada em boletim, dois homens armados invadiram a casa de Janaina, localizada no Jardim Santa Rosa, após abrir o portão eletrônico e seguiram diretamente para o quarto onde ela dormia com o marido, Diógenes Fagundes, filho do senador Wellington Fagundes.
O casal disse que a dupla foi extremamente violenta e, de armas em punho, eram constantemente truculentos, ameaçando-os de morte com as armas apontadas caso não entregassem tudo que pediam. O tormento durou cerca de dez minutos, tempo suficiente para juntarem os celulares, dinheiro, joias e relógios das vítimas.
A abordagem criminosa foi inteiramente filmada pelas câmeras de segurança. Policiais reconheceram a semelhança de W.T.A.S., que usa tornozeleira eletrônica, com um dos assaltantes e resolveram checar os registros de todas as pessoas monitoradas em trânsito por aquela região. O sinal emitido pelo aparelho preso ao calcanhar de W.T. foi identificado e ele, detido; pois, já na delegacia, as vítimas o reconheceram por foto.
As investigações começaram imediatamente e pelo menos outras duas pessoas foram apontadas como co-participantes do crime. Responsável pelo caso, o delegado Guilherme Fachinelli pediu à justiça cinco mandados de prisão e outros quatro de busca. Todos foram deferidos pelo juiz plantonista da Comarca de Cuiabá. Quatro foram presos imediatamente, ainda com o dinheiro. O ex-assessor, no entanto, foi detido somente em janeiro deste 2020. Um dos celulares da deputada foi achado no dia 25, jogado em um mato no bairro Pascoal Ramos.

PASTA DA MULHER Emanuel dá ultimato à 1ª dama

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que anunciará no próximo dia 8 de março o nome da titular da Secretaria da Mulher, pasta recém-criada na estrutura municipal. Ele já convidou publicamente a primeira-dama Márcia Pinheiro para o cargo, mas até o momento ela não respondeu. “Ela tem até sexta para dar a resposta, porque quero anunciar no Dia Internacional da Mulher”, avisou.

PORTA NA CARA PSL barra deputado de MT

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Restando cerca de uma semana para a definição das chapas que irão concorrer à eleição suplementar de abril, segue envolta em mistério a situação política do deputado federal Nelson Barbudo (PSL). No último fim de semana, o presidente nacional do partido, Luciano Bivar, disse ao jornal O Globo que Barbudo não será o candidato da sigla porque decidiu migrar para o Aliança pelo Brasil.
O novo partido de Bolsonaro, no entanto, não terá tempo hábil para conseguir o registro no TSE e, diante disso, Barbudo teria que escolher outro partido, caso pretenda entrar na disputa. Uma alternativa possível
para Barbudo e outros políticos da ala bolsonarista seria migrar para siglas menores e de linhas ideológicas semelhantes.
O PRTB seria a bola da vez. O ex-candidato a deputado federal pelo PSL, Rafael Ranalli, por exemplo, já definiu sua transferência para a sigla, que tem no vicepresidente Hamilton Mourão o seu expoente. Ocorre que o PRTB já teria definido o seu candidato ao Senado: o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, que deixou o PDT após uma série de divergências com a cúpula do partido.

França está entre PV e Podemos

França e Medeiros

No meio político, há a expectativa de que Roberto França (PV) oficialize seu projeto de candidatura ao Palácio Alencastro. O ex-prefeito, que teve seu nome cotado pelo DEM, deve responder a convites do Podemos.
A prioridade do Podemos, nesse momento, é outra eleição: a disputa suplementar para escolher o substituto de Selma Arruda, que ainda continua senadora. O deputado José Medeiros anda empolgado com o apoio dos bolsonaristas.

Justiça retira tornozeleira de ex-secretário e mais 8 acusados de fraudes na Saúde

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A Justiça Federal mandou retirar as tornozeleiras eletrônicas impostas ao ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correa, e de outros dois médicos: Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer. Todos são acusados de participação em um esquema de monopólio na contratação de empresas de saúde pelo município, em contratos firmados até o montante de R$ 8 milhões.
Além dos três, o magistrado Paulo Cezar Sodré — que assina a decisão proferida em audiência no dia 20 de fevereiro —, liberou do monitoramento eletrônico os demais réus identificados no âmbito da Operação Sangria: Fabio Alex Taques Figueiredo, Flavio Alexandre Taques da Silva, Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea, Adriano Luiz Alves Souza e Celita Natalina Liberali.
“Verifico que, por ora, não há motivo suficiente para a manutenção da medida cautelar de monitoramento eletrônico. Os réus possuem emprego lícito, residência fixa, as testemunhas de acusação, que sentiam receio em prestar depoimento — conforme relatado em ata de audiência —, já foram inquiridas, as empresas envolvidas no suposto esquema criminoso já estão com as atividades encerradas e os documentos que possam interessar ao processo já foram apreendidos”, afirmou o juiz federal.
Efetivada em duas fases, a Operação Sangria foi deflagrada em dezembro de 2018. O objetivo era investigar o envolvimento de Huark no suposto favorecimento às empresas ProClin Qualycare e a Prox Participações para sagrarem-se vencedoras de licitações realizadas tanto pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde), quanto na SES (Secretaria de Estado de Saúde). Ele e todos os outros citados não ficaram nem um mês detidos e já receberam as chamadas “medidas cautelares diversas da prisão”.
Juntamente com os transmissores de sinais de GPS, todos se viram proibidos de manter contato entre si, frequentar órgão públicos, de viajar sem autorização da justiça e com os passaportes retidos.
Além da tornozeleira, Paulo Cézar Sodré também desobrigou os acusados de precisarem de autorização prévia para ausentarem-se de Cuiabá, exceto “quando a viagem exceder a oito dias corridos. Ficam mantidas as demais restrições cautelares, notadamente a que impede os réus de manterem contato entre si”, determinou.
RELEMBRE
A Operação Sangria foi deflagrada pela Defaz (Delegacia Fazendária) para cumprir onze mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá no dia 4 de dezembro de 2018, a pedido da PJC (Polícia Judiciária Civil), que já investigava indícios de irregularidades nos processos licitatórios e contratos firmados entre as governanças do Estado e da Capital com três firmas de saúde.
À época, o chefe da investigação na Defaz — delegado Lindomar Aparecido Tofoli — disse que no decorrer do inquérito principal, seus investigadores perceberam que o grupo de médicos e executivos andava destruindo provas, apagando arquivos em seus celulares e laptops com o claro objetivo de obstruir, dificultar ou impedir a continuidade das investigações. Também teriam ameaçado testemunhas para não revelarem detalhes da arquitetura criminosa.
“O que chama a atenção é que atos totalmente reprováveis estão sendo cometidos por alguns membros da organização criminosa no intuito de ocultar, destruir provas, limpando gavetas, coagindo testemunhas, usando da influência política e econômica para interferir diretamente no cumprimento de contratos provenientes de processos licitatórios”, disse Tofoli à época das prisões.
Meses depois, o MPE (Ministério Público Estadual) entendeu que o grupo estava lesando diretamente o SUS (Sistema Único de Saúde) e, portanto, excedendo a competência da Sétima Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, que declinou, mediante pedido ministerial, do processo, repassado automaticamente ao TRF-1.